Pare de agradar e comece a viver
- Projetos Clarity Global
- 17 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Vamos conversar sobre algo importante: o poder de viver verdadeiramente. Aquela necessidade incessante de agradar a todos está entre os maiores obstáculos que enfrentamos em nossa jornada pessoal e profissional. É como se estivéssemos presos em um ciclo vicioso, tentando satisfazer expectativas alheias enquanto deixamos nossas próprias prioridades de lado.
Outro dia, conversava com a minha mãe sobre a mania que temos de nos autocriticar, de achar que não fazemos nada “bom o suficiente”. Ela disse que aprendeu desde muito pequena a ter que suportar qualquer desconforto e fazer mais que o razoável para agradar os outros. Essa questão de “agradar sempre” aos outros é uma programação mental da maioria das mulheres. Uma espécie de estratégia de sobrevivência, em casa ou no trabalho.
É incrível como, muitas vezes, nos vemos cedendo às demandas dos outros, mesmo quando isso significa sacrificar nossos objetivos e bem-estar. No ambiente de trabalho, por exemplo, é comum nos depararmos com situações em que nos sentimos compelidos a assumir responsabilidades extras, atender urgências sem sentido, simplesmente para agradar chefes ou colegas.
E o resultado disso? Mais estresse, mais trabalho acumulado e menos tempo para cuidar de nós mesmos e de nossas famílias. Estamos constantemente nos esticando para além de nossos limites, na esperança de obter reconhecimento e validação.
No entanto, chega um momento em que precisamos parar e questionar: até que ponto isso é saudável? Por que é tão difícil para nós estabelecermos limites e dizer "não" quando necessário?
A verdade é que essa necessidade constante de agradar está enraizada em padrões sociais e culturais que muitas vezes nos forçam a suprimir nossa verdadeira essência. Somos levados a acreditar que expressar nossas emoções, nossa intuição e nossa empatia é sinal de fraqueza, especialmente no mundo corporativo, onde a competição e a objetividade muitas vezes predominam.
No entanto, ao negarmos esses aspectos fundamentais da nossa feminilidade, não só prejudicamos a nós mesmas, mas também contribuímos para um ambiente de trabalho desequilibrado e pouco saudável. As relações se tornam superficiais, transacionais, e perdemos a oportunidade de verdadeira conexão e colaboração.
Então, como podemos mudar essa dinâmica?
É hora de reconhecer e valorizar a essência feminina em todas as suas formas, tanto em homens quanto em mulheres. Curar o masculino distorcido em todos nós, homens e mulheres, e resgatar a valorização da essência feminina autêntica, arquetípica e sagrada.
Penso que essa é a nossa única chance de regenerar nossas relações, as empresas e a sociedade.
Acredito então, que para o Dia Internacional das Mulheres, minha esperança é que todos nós tenhamos a coragem de nos libertar desse ciclo de agradar constantemente.
Junto com este dia, e após mais de 12 anos mentorando mais de 12 mil mulheres neste período, minha mais profunda aspiração é que você e/ou a mulher mais importante da sua vida tenha a coragem e a ousadia de parar de agradar e começar a viver com mais autovalorização, leveza e harmonia. Nós merecemos esse Flow.


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