Como ser um líder mais consciente
- Projetos Clarity Global
- 17 de nov. de 2025
- 5 min de leitura

Por muito tempo estivemos distanciados de nossa verdadeira natureza e isso vem se refletindo na realidade das empresas: elevada pressão, insegurança e descontentamento.
Já notou que nem mesmo o desempenho econômico, quando tudo vai bem no negócio, parece satisfazer plenamente? Tudo está tão veloz e automatizado – até mesmo as interações humanas parecem ter se tornado uma commoditie.
Lidar com uma mente atribulada, às vezes confusa e com o medo da escassez traz incerteza. Quem nunca sentiu assim? O medo de não ter o suficiente, de não alcançar o objetivo ou de perder o que já se conquistou afeta a todos, de alguma maneira, independentemente de status social ou gênero.
Embora a humanidade tenha evoluído em inovação científica e tecnológica, continuamos, paradoxalmente, atados a um padrão mental de luta pela sobrevivência.
Assim, o avanço material ainda não atende às necessidades superiores que temos lá dentro, como partilhar amor, viver em estado de abundância, verdade e justiça. Estamos longe disso...
Quanto o tema é liderança nas organizações e nos negócios, poucos discordariam da importância de agir com altruísmo e muitos buscam, de alguma forma, conciliar expansão econômica com alguma forma de contribuição. Porém, vemos no cotidiano das empresas que os valores humanos ainda estão invertidos ou, frequentemente, esquecidos.
Por isso tanto burn out.
O que nos impede de cultivar um padrão de pensamento mais positivo, de nos relacionar com mais clareza, confiança e poder experimentar estes estados de pleno contentamento no dia-a-dia?
Nos anos 70, se tornou conhecida a Hierarquia das Necessidades (ou Pirâmide) de Maslow, que propõe um modelo de desenvolvimento em que a satisfação das necessidades básicas (como segurança e alimento) abriria espaço para acessar as necessidades superiores, como afeto e significado.
De lá para cá, é inevitável ver que não avançamos em termos de desenvolvimento social e, tampouco, de realização pessoal. Diferentemente da visão proposta por Maslow à época, em que o ser humano poderia ascender rumo à autorrealização, hoje enfrentamos decadência: empregos pobres em significado, pobreza, degradação ambiental e conflito armado.
Embora há quem diga que pessoas satisfeitas no nível material têm espaço aberto para explorar o contentamento afetivo e a criatividade, sem sempre ocorre assim. Na prática, há tantas incoerências, a maioria fruto da falta de clareza sobre quem somos e qual nosso real propósito.
Por exemplo, basta considerar que se os 15 trilhões de dólares destinados a gastos militares em todo o mundo anualmente (estimativa da ONU, 2017) fosse redirecionado, acabaria a pobreza, pois é 3 mil vezes mais alto do que o orçamento necessário para fornecer refeições diárias em centros de ensino em todo o mundo. Vemos que gerar riqueza não leva necessariamente à prosperidade, sendo a abundância uma questão de mindset.
No ambiente corporativo, as pessoas tentam manter uma imagem “bem-sucedida e a autoproteção. Difícil de admitir, mas o pensamento “eu primeiro” acaba imperando, seja na relação com pares ou com outros agentes no mercado.
De alguma forma, prevalece a competitividade. Aprendemos que “os fortes sobrevivem”. Queremos um “mundo mais sustentável”, mas ainda nos vemos como adversários. Não por acaso há tantos problemas de difícil resolução: o mundo externo reflete nosso estado interior.
Nos últimos 20 anos atuando como empreendedora e na orientação de executivos e empresários, aprendi que buscar se proteger atrás de uma identidade bem-sucedida apenas nos distrai do verdadeiro anseio por sermos realizados, e na hora de entregar resultados e gerir relacionamentos é possível sentir, de alguma forma, a cobrança das pessoas, seja dentro ou fora da organização.
Por isso, é tão importante desenvolver soft skills como escuta consciente, comunicação com empatia e feedback autêntico, que trazem mais harmonia às relações e fortalece a liderança pelo exemplo. Em nenhum outro momento fomos tão desafiados, como líderes, a ser capazes de exercitar uma visão mais sistêmica para dissolver incertezas e alcançar clareza quanto ao caminho estratégico a seguir.
Nunca antes fomos chamados tão abertamente a transformar nossa percepção das coisas, atualizar nosso mindset para superar a negatividade e comunicar uma nova história, mais inspiradora.
Nessa jornada como coach pude constatar que o desempenho alcança o potencial máximo somente quando há o reconhecimento e a prática dedicada de valores e talentos individuais. E que esse é um caminho que proporciona mais alegria em liderar, por meio da reconexão com o propósito pessoal.
De fato, o mundo está mais complexo e nos desafia a utilizar três níveis de inteligência: a racional, a emocional e a quântica. Ao conhecer a visão proposta pela nova ciência percebi que mudanças reais acontecem de dentro para fora. Assim, podemos realizar nosso potencial para manifestar uma vida abundante, confiando que pode haver o suficiente para todos.
A Ciência Quântica nos mostra o caminho para transformar a sociedade apontando que a realidade é formada tanto por matéria quanto por energia e que somos seres conscientes, vivendo em um universo com propósito evolucionário, a partir de uma interconexão sutil entre todas as coisas.
Esta visão coloca o ser humano no centro da mudança e encoraja o líder a assumir novo protagonismo na transformação social, começando por mudar a si mesmo para então multiplicar soluções em seu campo profissional e relacionamentos, unindo a geração de riqueza e cuidado pelos outros.
O líder empresarial de hoje enfrenta uma escalada de complexidade nas questões cotidianas que afeta a forma de conduzir os negócios e de como obter o engajamento dos colaboradores. A tradicional lógica, comando e controle não trazem mais o efeito desejado. A natureza dos desafios exige do líder uma mudança de abordagem, capaz de fazer frente à complexidade e caráter disruptivo das mudanças.
Ser um líder consciente envolve agir e inspirar os outros a partir de um lugar de autenticidade. Obter engajamento da equipe, apreciação dos clientes e respeito dos demais desafia cada um a “ser a mudança”, resgatando valores fundamentais. É claro que isso requer um processo de refinamento na auto liderança, disposição para se desenvolver e compartilhar aprendizado - e para isso é preciso contar com suporte profissional, pois é muito difícil transformar a si mesmo sozinho.
Já pensou se pudéssemos alterar a maneira como pensamos e sentimos sobre o dinheiro para fazer novas escolhas, mudando o mindset de escassez para explorar novas possibilidades, valorizando o papel dos líderes empresariais neste processo? Com certeza, seria um salto quântico, um imenso salto de qualidade na forma de gerir pessoas e empresas, impactando positivamente a sociedade.
Sendo uma “empreendedora quântica” mentorada por Amit Goswami - um dos maiores físicos da atualidade - desde 2010, o que me inspira é desenvolver e engajar líderes em uma nova prática de liderança consciente, na qual contribuir com a abundância das partes interessadas é a abordagem central para criar prosperidade sustentável.
Essa transição envolve novas escolhas e engajar quem você impacta, por meio de uma contribuição mais significativa. Não é pequena a responsabilidade de ser líder e pode ser extremamente gratificante quando consideramos que criamos - e podemos mudar - nossa própria realidade. Esta é a descoberta central da ciência quântica: somos conscientes, infinitamente criativos e podemos transformar.
Esse grande processo de transição já está acontecendo pelas mãos de líderes visionários que, como você, sentem que é hora de mudar, fazer as coisas acontecerem e alcançar um resultado superior.
Saiba que você é parte importante do fluxo de transformação da sua realidade e da consciência coletiva.


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