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Síndrome da impostora: a culpa não é sua

  • Foto do escritor: Projetos Clarity Global
    Projetos Clarity Global
  • 17 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

A Síndrome da Impostora é um fenômeno com tantas nuances que o assunto não se esgota. Nesse artigo eu quero partilhar a ideia de que essa sensação de se sentir uma fraude não é um fenômeno necessariamente individual, tampouco feminino. O contexto em que estamos inseridos pode gerar essa percepção negativa de si, o que é uma armadilha.

Antes de mais nada, vou dar um contexto. A Síndrome da Impostora foi assim denominada por duas pesquisadoras, Pauline Clance e Suzanne Imes, em 1978, e diz respeito àquela sensação de inadequação, de não acreditar que o sucesso é fruto da nossa própria capacidade. 


Há muitos anos, portanto, acompanhamos reportagens, entrevistas e estudos sobre o assunto. O que percebo, no entanto, é que muitas abordagens colocam o tema como uma superação a ser empreendida apenas pelas próprias mulheres, como se fosse uma falha individual. Obviamente, algumas ações pessoais são muito importantes para enfrentarmos nossas inseguranças, mas o entorno pode muito bem ativar ou desativar a Impostora que nos habita.

Vou abordar 2 aspectos das organizações que podem ser gatilhos para ativar a Síndrome da Impostora:


Representatividade 

Historicamente homens são retratados como possuidores de características boas para desempenhar a liderança, enquanto existe a crença que mulheres não atuariam nessa função de forma natural. É o chamado “viés de desempenho” que, mesmo depois de tantos anos, ainda é o principal entrave para contratação e promoção de mulheres a posições de liderança. 

Se por um lado persiste um favoritismo inconsciente, esses estereótipos podem atrapalhar a percepção que a mulher tem de si na hora de assumir uma posição ou receber uma promoção. É sabido entre profissionais de RH que enquanto homens assumem mais riscos e se candidatam para vagas mesmo sem terem todas as qualificações requeridas, a maioria das mulheres costuma desistir de aplicar quando apenas um requisito não é atendido. São barreiras que influenciam nosso entendimento sobre nosso lugar no mundo, nossa sensação de estarmos deslocadas, atraindo, portanto, a Impostora adormecida que passa a sabotar nossas decisões de vida e carreira.



Relacionamento

A forma como somos tratadas também pode ser gatilho para a Síndrome da Impostora atuar. A maneira como nos relacionamos diz muito sobre o nosso valor, se somos reconhecidos ou não, aceitos ou não. Ao sermos constantemente silenciadas ou maltratadas por superiores ou colegas entendemos que não pertencemos àquele lugar, o que abre espaço para a Síndrome da Impostora se instalar.


Abordei apenas dois aspectos porque eles, por si só, já ensejam uma enorme análise sobre o assunto. Minha ideia foi a de mostrar que quando a culpa bate em uma mulher por se sentir insegura, inadequada ou uma fraude, que você avalie que, muitas vezes, isso não é uma questão individual. Quero reforçar ainda a importância das empresas lidarem com esse assunto de forma totalmente intencional para construírem um ambiente de trabalho mais humanizado.


É precisamente nisso que posso te ajudar a fazer a diferença. Porque eliminar tudo aquilo que impede mulheres de florescer é o meu propósito, meu campo de estudo, minha contribuição para a transformação do mundo há mais de 15 anos. Portanto, me coloco à disposição se você quiser levar esse assunto para a mesa de decisões na sua empresa. Vamos conversar?

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